Vingança e Retaliação em Ayyadieh | Hoje Na História

em

20 de Agosto de 1191

Ilustração Ricardo Coração de Leão decapitando os Sarracenos, de Alphonse-Marie-Adolphe de Neville, presente no livro A História da França da antiguidade até o ano 1789, de autoria de François Guizot.

As Cruzadas foram movimentos de violência e peregrinação que marcam profundamente a história da Europa medieval, sendo que um dos seus traços mais conhecidos e profundos para nós, habitantes desse continente, é a Conquista da América, onde Cortez e Pizarro estavam imbuídos no espírito cruzadístico que marcou a Reconquista.

A Terceira Cruzada (1189-1192) opôs algumas das maiores lideranças militares, tanto entre os cristãos quanto entre os árabes. Na Palestina, durante essa expedição, lutaram Salah ad-Din, Rashid ad-Din Sinan, Ricardo Coração de Leão, Felipe II, Frederico I, Balian de Ibelin, Guy de Lusignan, entre outros tantos líderes militares.

Um dos principais episódios da Terceira Cruzada foi a retomada pelos cristãos do Chipre, de Tiberíades, da costa levantina de Tiro até Jafa, além da reconquista de Acre, e foi logo após o cerco que trouxe essa cidade volta à cristandade quando ocorreu um dos mais violentos episódios de vingança e retaliação das Cruzadas: o massacre de Ayyadieh.

Depois da vitória cruzada, Ricardo Coração de Leão decapitou mais de 2000 prisioneiros árabes, o que gerou uma resposta imediata de Salah ad-Din que mandou executar seus prisioneiros cruzados. O número certo não se sabe. As fontes indicam que o monarca inglês teria proposto uma troca desses prisioneiros pela Cruz Verdadeira, 1600 prisioneiros e 100.000 peças de ouro. Uma disputa entre o sultão e o rei levou ao desentendimento e o fim do prazo estabelecido.

As forças aiúbidas se enfureceram com a notícia e atacaram a fortaleza de Ayyadieh, sem, entretanto, nenhum sucesso. O que levou Salah ad-Din a ordenar o massacre de seus prisioneiros em Damasco, ato que contradiz a sua atitude quando ele reconquista Jerusalém em 1187, quando ele liberou a maioria dos seus cristãos cativos.


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