A Ruína de Tenochtitlán | Hoje Na História

13 de Agosto de 1521.

Relatos contam que na noite de 13 de agosto de 1541, os espanhóis, aproveitando-se hospitalidade de Montezuma, enquanto a cidade festejava, infiltraram-se ali e, para obter maior resultado, fechou todas as saídas. Então começou a carnificina… Os europeus e seus aliados adentraram o local e mataram todos que encontravam pela frente, não fazendo distinção entre homens, mulheres, crianças ou idosos. As ruas de Tenochtitlán  foram inundadas com o sangue de seus habitantes.

Esse fato marcaria no fim do Império Azteca. Finalmente Hernán Cortez conquistaria a tão articulada e poderosa sociedade Mesoamericana, que comandava toda a região. A cidade seria saqueada e destruída. Em seu lugar seria construída a capital do Vice-Reinado da Nova Espanha. Houve tentativas por parte dos astecas recuperar sua posição, mas foi em vão. Com a principal ameaça desarticulada, os conquistadores dariam início à colonização da região, aprisionando e escravizando os povos que antes comandavam o local.

Pode-se pensar: como meia dúzia de espanhóis conseguiram derrotar uma nação tão belicista e organizada? Na verdade, alguns fatores auxiliaram os europeus. Um deles está relacionado com a superioridade bélica, ou seja, eles contavam com armas de aço e fogo, como mosquetes e pistolas, como também com cavalos e armaduras. Além disso, as alianças que eles firmaram com as populações locais inimigas dos astecas que engrossaram considera suas fileiras.

 Outro fator, o mais terrível e devastador, foi a introdução de doenças para as quais as populações mesoamericanas não tinham qualquer tipo de imunidade. A varíola se espalhou, tornando-se pandêmica, matando milhares de indígenas, enfraquecendo o Império desde 1519, quando ocorreu o primeiro contato entre espanhóis e astecas. Há ainda a questão de que os autóctones viram os europeus, em um primeiro momento, como enviados dos deuses, recendo-os com bastante benevolência e hospitalidade.

Na imagem, vemos a pintura “A Queda de Tenochtitlán”, autor desconhecido, segunda metade do século XVII.

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