Nascia Jair Rodrigues | Hoje Na História

Em 6 de janeiro de 1939, há exatos 81 anos, nascia Jair Rodrigues.

Jair Rodrigues de Oliveira nasceu em Igarapava (SP), porém, foi criado em Nova Europa (SP). Antes de ganhar dinheiro cantando se virava como podia. Trabalhou como pedreiro, engraxate e como mecânico. Começou a cantar na infância e na adolescência em corais de igreja. Viveu também em São Carlos (SP), e no ano de 1957 começou a cantar como crooner nas noites e fazia apresentações na rádio da cidade como calouro.
Em 1960, já com seus 20 anos, e todo seu vozeirão, foi para a capital, São Paulo, atrás de novas oportunidades. E assim, participou de um programa de calouros na televisão, que deu a ele uma grande visibilidade.
Lançou seu primeiro LP: “O samba como ele é” que e fez tanto sucesso que ainda no mesmo ano, lançou seu segundo LP: “Vou de samba com você”. E em 1965 o sucesso continuou, junto com Elis Regina fez o programa “O fino da Bossa”, o que proporcionou uma tremenda parceria.
Mesmo empatando com Chico Buarque, venceu o II Festival da Música Popular Brasileira de 1966, com a música “Disparada”. Daí em diante, sua carreira deslanchou, fazendo turnê pelos Estados Unidos, Japão e Europa.
Ainda ficou bastante conhecido por interpretar sucessos do sertanejo como: “Majestade o sabiá”, “O menino da porteira” e “Boi da cara preta”. Por suas canções “Jair de todos os sambas”, “Festa para um rei negro”, “Antologia da seresta”, “Lamento sertanejo” e “A nova bossa”. E por sua aclamada música “Deixa isso para lá”, um dos hinos dá MPB, e considerada a música mãe do rap nacional.
Ao longo dê mais de 50 anos de carreira, lançou mais de 45 discos, passou por diversos gêneros, diversas parcerias musicais, e conquistou o coração de todos com sua voz e seu jeito.
Seus últimos shows e discos foram acompanhados de seus filhos, e também músicos (e também muito simpáticos): Luciana Mello e Jair de Oliveira, no projetos “Samba mesmo” (vol 1 e 2, março de 2014).
Difícil escrever aqui sua carreira, seu talento, sua importância na história da música brasileira. Ainda mais seu jeito, seu carisma, sua simpatia, humildade e humanidade. Mas também de longe dá para perceber tamanha alegria contagiante de ser, do “Careta mais maluco que já vi”, do fiel amigo “Cachorrão”.
Além da saudade, sua felicidade e sua voz será eternizada na memória, com o sentimento mais lindo, nas tardes de domingo.

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