Massacre de Beisfjord | Hoje Na História

Hoje na História, 18 de Julho de 1942

Em 18 de julho de 1942, há 77 anos, acontecia na Noruega, então ocupada pelas forças nazistas, o Massacre de Beisfjord, onde 288 presos políticos oriundos da Iugoslávia, também ocupada, através da colaboração entre a Alemanha Nazista e o Estado Independente da Croácia, um estado de fato controlado pelo Reich, e governado pela Ustaše, organização fascista que atuou nos Bálcãs no período entre-guerras e durante a Segunda Guerra Mundial. Ao todo mais de 5000 presos políticos, em sua maioria bosniaks, bósnios muçulmanos, porém havia entre os prisioneiros as mais diversas nacionalidades, foram deportados para a Noruega, onde foram alocados em campos de trabalho forçado, entre Bergen e Hammerfest, duas cidades nos extremos latitudinais noruegueses, haviam ao todo 31 campos de trabalhos forçados. O massacre fora ordenado por Josef Terbove, Reichkomissar responsável pela Noruega após a chegada de 900 presos iugoslavos em terras norueguesas, obrigados a caminhar até seu campo de concentração, durante a marcha seis prisioneiros foram alvejados e morreram ao longo do caminho, logo sitiado pelas forças nazistas, o mesmo Beisfjord foi posto em quarentena pois havia um risco eminente de uma epidemia de tifo se alastrar. No final da tarde do 17 de julho, 588 prisioneiros que estavam em boas condições de saúde foram retirados do campo por guardas alemães e noruegueses, no dia seguinte os 288 presos remanescentes foram executados em grupos de 12 prisioneiros: os oficiais ordenaram que eles abrissem suas próprias sepulturas e então se posicionaram de uma forma que ao serem mortos caíssem dentro da cova aberta. Há relatos que aqueles que não tinha forças, por conta do surto de tifo, de sair da enfermaria foram embebidos em gasolina e postos a fogo juntamente com o prédio, aqueles que tentaram escapar pelas janelas foram brutalmente alvejados. Depois de seis semanas, dos 900 prisioneiros iugoslavos enviados pela Ustaše apenas três sobreviveram à caminhadas forças na neve, a tifo e a sanha da máquina de guerra nazista. O Massacre de Beisfjord choca pela crueldade e pela falta de humanidade que uniu nazistas e os conflitos étnicos balcânicos, além do fato de não ter sido nem de longe o primeiro ou o último massacre, ou limpeza étnica, envolvendo sérvios, croatas e bósnios.

Na imagem, foto sem data de sobrevivente iugoslavo dos campos de trabalhos forçados noruegueses em monolito em homenagem às vítimas de Beisfjord onde se lê:

Este monolito foi erguido em 1949, em agradecimento, pelas populações da Noruega e da Iugoslávia, em memória dos mais de 500 iugoslavos – vítimas do nazismo que morreram no campo alemão de Beisfjord – 1942-43 – Eles eram fiéis à pátria e à liberdade – até a morte


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