A Inestimável Pedra de Roseta | Hoje Na História

15 de Julho de 1799

O Egito Antigo sempre exerceu grande fascínio nas sociedades modernas. Seus mistérios permaneceram inacessíveis a compreensão humana durante séculos, já que os últimos a utilizarem a escrita dos deuses viveram no século 4 e.c., quando o decreto do imperador romano Teodósio estabeleceu que todos os templos pagãos do Império deveriam ser fechados e não se poderia mais usar hieróglifos. Apesar das diversas tentativas ao longo da história de decifrá-los, todas apresentaram-se infrutíferas.

É compreensível entender, portanto, como a descoberta de uma estela de granito na cidade de Roseta, contendo inscrições em três dialetos diferentes, sendo um deles grego antigo e o outro composto por hieróglifos egípcios, foi de fundamental importância para desvendar essa sociedade tão icônica.

A Pedra de Roseta, datada de 196 a.e.c., representou um divisor de águas para estudos arqueológicos, históricos e linguísticos. Foi por meio da comparação com o grego, bastante difundido entre os cientistas da época, que foi possível decodificar os hieróglifos e os símbolos do demótico, tipo de escrita simplificada muito utilizada por sacerdotes e escribas. Nela se encontrava um Decreto de Mênfis, que estabelecia o culto ao faraó Ptolomeu V.

Apesar de ter sido descoberta em 1799, o seu conteúdo só foi satisfatoriamente compreendido em 1822, quando o egiptólogo Jean-François Champollion, com muitas contribuições de Thomas Young, anunciou em sua “Carta ao Sr. Dacier” que a tinha decifrado. A partir daí, muitas realizações científicas foram possíveis e finalmente parte do mistério envolvendo o Egito Antigo foi desvendado.

Mesmo sendo apenas uma entre outras estelas encontradas depois dela – como o Decreto de Canopo de 238 a.e.c. e o Decreto de Ráfia de, aproximadamente, 217 a.e.c. – a Pedra de Roseta tornou-se sinômino de descoberta e decodificação, transformando-se em um verdadeiro símbolo para todos os cientistas do mundo.

Na imagem podemos ver a Pedra de Roseta e no detalhe, aparecem as escritas hieróglifa (na parte superior), demótica (na parte central) e grega antiga (na parte inferior).

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