Suicídio de Nero | Hoje Na História

9 de Junho de 68

Há 1952 anos, em 09 de junho de 68, desaparecia a dinastia Julio-Claudiana, com a morte de Nero Cláudio César Augusto Germânico (Nero Claudius Cæsar Augustus Germanicus), o último imperador romano com alguma ligação familiar com Júlio César e Otávio Augusto.

Nero era filho de Agripina, a Jovem, neta de Augusto e ascendeu ao trono em 54 após a morte do seu tio Cláudio, que o nomeara o seu sucessor, após um intricado jogo de tramas palacianas.

O episódio mais emblemático de seu governo com certeza foi o grande incêndio de Roma em 64. Ainda mais porque historiadores como Suetônio e Dião Cássio defenderam a teoria de que foi o próprio Nero que o causou com o objetivo de reconstruir a cidade ao seu modo. A culpabilidade de Nero é controversa, já que ele estava fora da cidade no momento em que o incêndio começou e sabendo deste voltou rapidamente para Roma para combater o desastre, sendo a sua prioridade a ajuda aos desabrigados, seja alocando-os em seu palácio ou mesmo criando um fundo para pagar alimentos para todos.

Porém é inegável que Nero desenvolveu um novo plano urbanístico e redesenhou Roma, além de construir um novo palácio, em uns distritos que o fogo destruíra completamente. Para reconstruir os 4 distritos (de 14) completamente destruídos, além de mais 7 muito danificados, Nero aumentou os impostos das províncias imperiais.

E foi justamente este aumento de impostos que causou uma revolta de alguns governadores provinciais, que foi debelada a grande custo pelo imperador. Mas em junho de 68, o Senado declarou o general Galba imperador e Nero inimigo público de Roma.

Nero tentou fugir, mas ao perceber que estava sendo alcançado, ordenou que seu secretário o apunhalasse no coração quando os legionários romanos se aproximassem. Suas últimas palavras teriam sido, segundo Dião Cássio, foram “Que artista morre comigo!”.

Na imagem acima, busto de Nero, feito por volta do ano 65.

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