Massacre de Worms | Hoje Na História

18 de Maio de 1096

Há 954 anos começava o cerco na cidade renana de Worms que levaria ao massacre de centenas de judeus em uma semana. A matança foi perpetrada sob a liderança de Emicho de Leiningen, conde renano e um dos líderes da Cruzada dos Mendigos, uma das ondas militares e de peregrinação durante a chamada Primeira Cruzada, em contrapartida à muito melhor equipada e melhor financiada Cruzada dos Príncipes.

A matança generalizada na região da Renânia durante a Cruzada dos Mendigos – ainda ocorreram massacres em Speyer e Mainz – foi patrocinada por Pedro, o Eremita, um clérigo francês que conclamou as massas urbanas da Europa central a marcharem contra os infiéis e retomar a Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém. Nota-se que Pedro, o Eremita, agiu de forma deliberada e independente do papa Urbano II, o grande promotor da ideia de Cruzada no Concílio de Clermont-Ferrand de 1095.

Apesar da Palestina estar sob domínio árabe, e não judeu, durante o período da Idade Média Central o espírito antissemita era latente na Cristandade, tendo como base ideológica a narrativa que os judeus seriam os responsáveis pelo martírio de Cristo, ao invés dos romanos. É preciso lembrar que essa narrativa encontrou eco até meados do século 20, e ainda podem ser ouvidos dentro de designações cristãs mais radicais.

Segundo as crônicas, os cristãos massacraram cerca de 800 judeus motivados pelo rumor de que esses haviam queimado um cristão vivo e jogado no poço da cidade para envenenar a água. Apesar de centenas de refugiados judeus terem sido acolhidos em santuário pelo bispo Adalberto de Worms no palácio episcopal os mesmo acabaram ou mortos, ou convertidos forçosamente ou se suicidado.

Na imagem reprodução da prece hebraica El Male Rahamim, Deus da misericórdia pelas comunidades massacradas, oração tradicional judaica na Alemanha.


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