CHICO MENDES VIVE!

22 de Dezembro de 1988

Há 32 anos, em 22 de Dezembro de 1988, exatamente uma semana depois de ter completado 44 anos, Chico Mendes foi assassinado. Mas não escreverei sobre sua morte. Normalmente eu não repetiria o tema de um Hoje na História tão rapidamente, mas diante do tempo que vivemos, acho imprescindível aproveitarmos a chance de falarmos sempre que pudermos sobre Chico Mendes e sua luta.

Desde a sua eleição ao cargo de vereador em Xapuri em 1977, Chico passou a receber ameaças de morte da parte de fazendeiros na região, que se incomodavam com a importância que a causa ambiental, trabalhista e fundiária ganhava não só na região, mas em todo o Brasil. Em outubro de 1985, Chico foi o principal líder do I Encontro Nacional de Seringueiros, no qual foi criado o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS). Ali, a luta dos seringueiros pela preservação do seu modo de vida adquiriu grande repercussão nacional e internacional, pois foi proposta a “União dos Povos da Floresta”, que uniria os interesses dos povos originários da região, seringueiros e todas as demais comunidades ribeirinhas, através da criação de reservas extrativistas, que preservariam a floresta, suas comunidades e seus fazeres além de promover uma reforma agrária desejada por todos os envolvidos.

Esta era a importância de Mendes quando vivo, era o líder com potencial para unir todas estas populações e suas lutas em uma só. Em 1987 recebeu a visita de enviados da ONU que ouviram suas denúncias de bancos que financiavam projetos que devastavam a floresta. No mesmo ano discursava tanto no Senado dos EUA, quanto no Banco Interamericano de Desenvolvimento, o que levou à suspensão de diversos financiamentos de destruição da Amazônia. Nascia ali a pressão para que grandes empresas fossem mais transparentes em reação à sua política ambiental. Este é o peso de Chico Mendes na política ambiental contemporânea.

Por isto foi morto por grileiros da região. O problema é que podem ter matado o homem, mas não a sua luta e nem o seu sonho. Chico Mendes vive… e luta!

Na imagem, Chico Mendes em sua casa em Xapuri, 1988.

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