Queda do Muro de Berlim | Hoje Na História

Hoje na História, 9 de novembro de 1989

Em 09 de Novembro de 1989 é derrubado o Muro de Berlim, caía um dos maiores símbolos da Guerra Fria. Após a derrota do Nazifascismo, luta majoritariamente travada pela U.R.S.S, e da vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial, a Alemanha passa a ser ocupada. Na Conferência de Potsdam em 1945 são colocados os termos de administração do país. Os países imperialistas e a União Soviética dividem a Alemanha em 4 administrações diferentes, as fronteiras dos países anteriormente ocupados pelos nazistas foram estabelecidas e em teoria um processo de desnazificação deveria ser implantado. O Muro de Berlim foi construído posteriormente, em 1961, quando os ânimos da Guerra se acirraram. O intuito do muro era controlar a circulação de espiões, da influência capitalista na RDA, contrabando e outros. A RDA (República Democrática Alemã), satélite da União das Repúblicas Socialistas Soviética, possuía autonomia relativa a Moscou e construiu seus próprios conselhos, com fábricas estatizadas e economia planificada. O processo de desnazificação avançou pela RDA e logo outra moral e costumes vicejavam no país, tornando-se um país com pautas avançadas na questão racial e LGBT, enquanto em nos países capitalistas se aplicava abertamente a “cura gay” e os regimes de segregação racial eram comuns e ornavam as belas democracias do ocidente. As condições de vida dos(as) trabalhadores(as) da RDA rapidamente melhoraram e os índices de desenvolvimento humano cresceram a olhos vistos. Entretanto, no final dos anos 70’ o projeto de contra-revolução nas experiências socialistas, principalmente do Leste Europeu, está em marcha. O imperialismo, as crises no 80 e a burocratização dos Partidos levaram ao caminho da restauração capitalista. Desde 1986 Mikhail Gorbachev implementa sua Perestroika, política de “renovação” que assume formas capitalistas, dando continuidade ao Glasnost, a linha anti stalinista e cheia de desvios de direita. Em 1989 há pressão nas ruas, principalmente para mudanças da política da RDA, mas o fim da economia socialista era um dado em disputa. Após a retirada das lideranças mais importantes do país, o processo fica nas mãos dos países imperialistas e da Alemanha Ocidental, que restaura o capitalismo e assim se avança para o fim da URSS. Não há o que comemorar, os anos 90 são marcados pela ofensiva do Neoliberalismo, pelos ideologismos do “Fim da História”, por taxas de exploração gigantescas contra a classes trabalhadora, pelo desmonte do Estado de Bem estar Social, pela superexploração nos países colonizados. Um dos polos de confronto à sociabilidade mais mortífera do planeta deixa de existir enquanto força material e ideológica.

Na imagem a delegação da Alemanha Oriental desfila na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 1980, em Moscou

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