VENCEMOS! VENCEMOS!

11 de Janeiro de 532

Ao longo da história algumas revoltas, rebeliões e revoluções possuem causas que não passam de um pequeno detalhe, ou de uma querela sem importância com o todo. Exemplos não faltam: o estopim para a Revolução Francesa foi o preço do pão em Paris e não a opressão do Antigo Regime, a nossa Revolta da Vacina foi muito mais contra os desmandos, racismo e machismo do Estado brasileiro do que contra a vacina em si.

A chamada Revolta de Nika, ou de Niké, não foi diferente. Dizer que o povo de Constantinopla se rebelou contra os poderes imperiais, gerando uma verdadeira onda de vandalismos e destruição porque perdeu uma corrida de biga é no mínimo enxergar a história a apenas dois metros de distância do próprio. Aqui uma curiosidade: Niké é a palavra em grego bizantino para designar a deusa grega da vitória e Nika pode ser traduzido como vencemos.

O povo bizantino usou mais uma derrota nas bigas, corrida bem popular e que atraia uma multidão para o Hipódromo, como fonte de suas desavenças contra o imperador. Aqui cabe lembrar que competiam basicamente duas equipes, uma patrocinada pela nobreza e o imperador e outra patrocinada pela plebe. Como não poderia ser diferente, aquela patrocinada pelo imperador quase sempre acabava por ganhar.

Em 532 não foi diferente, porém segundo as fontes foi feita toda uma manobra para que os imperiais saíssem vitoriosos. O motim e a revolta se espalham rapidamente pelas ruas de Constantinopla e então logo começaram gritos contra o imperador Justiniano e que ele deveria ser deposto.

O imperador apertou a mão na repressão e cerca de 30 mil revoltosos foram mortos e a revolta, que começou em protestos contra uma decisão “esportiva”, ficou manchada de sangue por toda eternidade.

Na imagem, há uma reconstrução do Hipódromo de Constantinopla assinada por Antoine Helbert.

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